03/08/2010

Crónica de Gois 2010

GOIS – 10 de Junho de 2010


As bátegas batiam nas soleiras das portas e eis que chegou o dia de mais uma aventura dos destemidos e intrépidos amigos do grupo BTT à Nossa Maneira.
Pela manhã do dia 10 de Junho, rumamos à Vila de Gois, quais batedores a tentar aquilatar da possibilidade de “armar barraca” em chão firme e seco, após dias de intempérie.
A viagem das famílias Coelho, Machado e Brito, foi molhada e abençoada. Chegados ao local, e após uma retemperante refeição, rumamos ao parque de campismo municipal, e iniciamos os afazeres de campo.
O jantar foi comido nos lavatórios públicos, local que oferecia um abrigo iluminado e seco. As tendas foram um porto seguro para mais uma noite de aguaceiros.
Na manhã do dia 11, o Vítor remendou o furo e fizemos o ensaio geral da ciclo-volta, através da incursão pela aldeia histórica de Aigra Nova.
No final do dia fizemos o acolhimento aos restantes campistas. A noite terminou no restaurante Beira Rio com uma bela chanfana, entre outros petiscos.
O dia 12 iniciou-se com a viagem que nos separava da aldeia da Pena. Dali continuamos a pé pela pista pedonal que nos levou por belos spots de serra e floresta, com riachos e quedas de água à mistura. Apesar do início acidentado, o restante percurso correu às mil maravilhas. Por companhia contamos com o rafeiro de serviço (o Carracinha) e, mais adiante, a Bonita, ambos ansiosos por algum pedaço de alimento que nos sobejasse.
Passamos por Aigra Nova e Comareira e rumamos ao topo da serra, para depois voltarmos à aldeia da Pena, onde terminou o passeio pedestre.
Depois do Jantar, fizemos uma incursão pela Vila, e pela esplanada junto ao rio Ceira e assim terminou mais um dia.
O último dia estava destinado ao BTT. Iniciamos a actividade junto à aldeia de Aigra Velha, e rumamos à Vila de Ceira, por trilhos de largas vistas e onde a maior dificuldade antecedeu a chegada a uma praia fluvial quase virgem, onde o Isidro deu “cabo dos cromados”, cujas dores suportou de forma bastante heróica.
O fim da actividade ocorreu na praia fluvial de Canaveias, onde tomamos uma reconfortante refeição.
Chegou a hora de desmontar o acampamento e zarpar de volta a casa.
Ansiosos por novas pedaladas, despedimo-nos com o vislumbre das férias que se aproximam.
Até à próxima, companheiros,

José Pedro Brito

20/04/2010

Sexta-Feira Santa em Beja

Mantendo a tradição de sair para um passeio na Sexta-Feira Santa, o Grupo Bttanossamaneira deslocou-se até Beja para mais um passeio de Btt e umas jantaradas. A lojistica tinha sido montada pelo Augusto em consonância com o Comandante Farinha, 2º responsável pelo RI3 em Beja. Alojamento, Passeio e Restaurantes tudo estava tratado ao promenar, ou não seja o nosso anfitrião um adepto do planeamento rigoroso e da disciplina. Queremos pois desde já agradecer, em primeiro lugar ao Comandante Farinha, à sua Família e ao Comandante Faria, pelo passeio optimo que nos proporcionaram, pelo alojamento e pela companhia espectacular que foram.
Saímos na Quinta-Feira, tendo Beja como destino e logo se formou uma caravana até áquela cidade do Alentejo. Paragem em Santa Margarida do Sado, para umas minis e uns torresmos do rissol e para fazer uma encomenda, pois torresmos para levar só daí a meia hora. Por isso o Luis que passava mais tarde ficou com a tarefa de levar os ditos para o pic-nic do outro dia. Tarefa que foi cumprida apesar de um mal entendido entre, ao peso ou à unidade.
O Jantar foi no restaurante Espelho de Água em Beja, onde todos os elementos do Grupo foram chegando e abancando para provar as especialidades do Alentejo, bem regadas por um tinto de categoria. Após a sobremesa e o café, foi decidido não ir ao Castelo pois a noite estava muito fria e assim a desmobilização aconteceu, uns para as casas do RI3 em Beja e outros para o quartel. Era preciso descansar, de manhã a bicicleta esperava-nos. Após uma noite bem dormida e um pequeno almoço reconfortante, era tempo de montar na bicicleta e pedalar. Depois da foto de Grupo saimos do quartel em direcção a Beja e à sua ciclovia, onde fizemos uns quilómetros de aquecimento, até que apareceu a terra batida e um estradão que nunca mais acabava. O inicio deste passeio foi bem suave, vejam lá que a primeira paragem foi só aos 11 km e só para beber água. Para comer tivemos que esperar mais 5 km. Nesta altura do ano o Alentejo está verde e florido, bem bonito, com paisagens magnificas. Após o cruzamento com uma batida de caça com carros cães e caçadores, iniciamos uma descida para um espelho de água, no qual pedalamos ao seu lado durante um bocadinho.
Era tempo do pic-nic num monte do RI3 onde se encontra a carreira de tiro, quando chegámos lá tinhamos 30 km e as senhoras nada cansadas e com um sorriso nos lábios. Tudo estava preparado e os petiscos prontos a serem provados, tanta coisa e tão boa, dificil de resistir. Quero hoje destacar e nem sempre o fazemos, a nossa equipa de apoio que tem sempre tudo controlado e a horas, permitindo que nós pedalemos descontraidamente e com a paparoca salvaguardada. São muito importantes neste Grupo, muito obrigado.
Na parte da tarde o que mais custa é sentar o traseiro no selim da bicicleta, mas adiante. O Grupo foi dividido em dois, uns para fazer mais km's e outros un pouquinho menos e seria tudo reunido mais à frente. O Grupo dos menos km's foi premiado com um café para tomar a biquinha da ordem, mas depois apanhou uma seca à espera dos outros. Aqui o culpado foi o Cardoso que estorou e mais tarde veio-se a saber que foi por falta de alimentação. Só comeu 15 rissóis e croquetes, 3 fatias de quiche, 1 prato de carne à campino, 1 prato de polvo e 5 qualidades de doces. De novo reunidos iniciámos o regresso ao quartel e o fim do passeio estava perto. No quartel foi tempo de lavar as bicicletas e comer mais qualquer coisinha, juntamente com umas minis, tremoços e pevides.
À noite o destino era Serpa e o restaurante o Alentejano, mas antes paragem obrigatória no Lebrinha para virar umas imperiais, nem tocaram nas campainhas. Mais um jantar com o melhor do Alentejo, sopa de cação, borrego, umas sobremesas do melhor e o vinho a não destoar. Havia festa na Vila e a noite estava bem agradável, fez-se um passeio a pé e levou-se as crianças ao carrossel, para que todos ficassem contentes. Alguns dos elementos regressaram a casa depois do passeio e outros depois do jantar, os que ficaram mais uma noite, só no Sábado de manhã se fizeram à estrada. Todos sem excepção regressaram felizes, por mais uma actividade realizada e bem passada na companhia de malta porreira.

Mais fotografias na rubrica Ollhó Passarinho.

Até à próxima.

Davide Coelho

15/03/2010

Sexta-Feira Santa a Tradição Ainda é o Que Era.

Vamos para Beja, para mais uma volta Bttanossamaneira e de novo no Alentejo. Voltinha com a chancela militar do nosso Tenente Coronel. Não faltar porque o programa promete e à muito que não pedalamos todos juntos. Saída na quinta-feira e regresso sexta ou sábado. Será que vai haver água quente???

12/02/2010

Novo Ano Novas Pedaladas

As coisas têm andado um pouco paradas, cá para o nosso Grupo, parece que ainda não nos refizemos das festas de Natal e Fim-de-Ano. Mas é tempo de começar a sair da toca, não interessa o frio e a chuva, é tempo de de pegar na Bicla e partir à conquista dos belos trilhos deste país. A próxima data fixa do nosso calendário é a Sexta-Feira Santa, mas antes disso temos de praticar para não fazer má figura.

Gostaria que os membros do Grupo, neste espaço, sugerissem passeios a dar e locais a visitar durante este ano, pois se tal for possível a locomotiva laranja irá por lá passar. Se alguém souber de algum passeio que foi feito e que é bonito de fazer pelo Grupo, diga. Se por outro lado alguém quiser ir conhecer uma região, diga, tentaremos arranjar um passeio lá para que essa vontade seja satisfeita.

Aguardamos as Vossas sugestões, vamos abrir espaço ao debate. O Cácá já deixou uma, vamos discuti-la e ouvir outras.

14/12/2009

Vendas Novas a Terra das Bifanas

Prímeiro fim-de-semana antes dos feriados de Dezembro, e o que podemos fazer???
Andar de Bike???... Bora lá....
Lá fomos todos parar a Vendas Novas...com o anfitrião Lança para nos guiar neste novo passeio.
O ponto de encontro era no café “Planície” e realmente era uma delícia ver toda a doçaria exposta. A maioria de nós optou por um pequeno-almoço convencional, café, galão, sandes com queijo, mas a pluralidade do grupo veio ao de cima e os bravos do pelotão lá começaram com uma bifana sem gordura; para não arrotar; e claro as minis.
Barriga cheia vamos mas é pedalar...
Começamos a pedalar por dentro de Vendas Novas e saimos em direcção à zona industrial... Logo ai começaram as bocas; mas afinal é só alcatrão??? queremos é lama... calma rapazes e raparigas lama não vai faltar.
Entramos em estrada de terra e começamos a descer sabendo de antemão que para regressar teriamos de subir. Animador... mal tinhamos começado e já a vista era deslumbrante, uma igreja em ruinas com um lago natural e terra lavrada ladeado por demarcações a perder de vista.
Como esperavamos começamos a encontrar alguma lama , afinal tinha chovido durante a semana mas rolavamos animados com as nossa bikes a rabiarem de traseira como que a dizer; força que esta lama vai dar luta; continuamos a andar sempre com grandes estradões e herdades bem delimitadas. O pedalar era uma constante mas alguém se lembrou , e se parassemos para comer??? Boa ideia... Lá Paramos junto a um riacho em que passamos a ponte para não nos molharmos, claro que alguns queriam ver a temperatura da agua; ficaram a saber que estava bem fria; reposemos forças e começamos a subir aos poucos, subidas curtas e depois plano e assim fomos avançando .
No caminho passamos por uma quinta com todo o tipo de animais com especial incidência para os tão falados porcos pretos com o tamanho ideal para levar, alguns ainda passaram à nossa frente como que a provocar, apanha-me se puderes...
Continuamos e depois de 24Km feitos chegamos a Foros de Vale Figueira, aproveitando para comer uns petiscos no restaurante local.
Com o dia a passar era preciso avançar para o regresso, saimos da localidade e entramos numa zona de caminhos com muita vegetação e uma tal falada subida chamada de orgasmo, a partir dai depois de uma subida mais ingreme entramos em grandes estradas em que rolamos a muito bom ritmo; o ritmo era elevado e depois de umas quantas descidas achamos todos que queríamos subir mais... vontade feita... tambem para Vendas Novas não havia mais hipoteses... Passamos depois numa zona técnica chamada quebra-ossos, era uma subida ingrime e longa que no final inclinava ainda mais, para os bravos havia um trilho técnico muito inclinado e a escorregar bastante que se falhassemos era ossos partidos de certeza; claro que correu tudo bem; regressamos ao trilho principal e em direcção a Vendas Novas.
O frio começava a atacar e a distância a passar... ultima subida e uns meninos brincavam sobe desce, sobe desce, enfim miudos... Já todos desejávamos chegar ao “à planície”... o fim estava perto...
Chegados à planicie começamos com os habituais reforços para repor líquidos, minis e mais minis e algumas bifanas já com molho.
Esperavamos todos já um bom banho de água quente com a agua a escorrer pelas costas para recuperar as articulações, pois é tudo isto não passou de um sonho porque a realidade foi bem dura, água fria para todos. Não sei se não tem mão do nosso camarada Augusto, pois os banhos foram na Escola Prática de Artilharia de Vendas Novas e todos já ouvimos falar das praxes, fica a dúvida, Recuperados da água fria faltava o jantar no famoso restaurante “O Prego”. Para animar mais o jantar tínhamos o famoso derby, Sporting - Benfica.
Convivio aminado e bem regado com o nosso anfitrião a engrossar a nossa lista de beneméritos para a nossa causa: conhecer portugal com o BTT.
Saudações leoninas pois a haver um vencedor seria verde....

Pedro Ferreira